Economia

Governo do Estado acompanha avanços da Fábrica da BYD em Camaçari e reforça compromisso com o desenvolvimento tecnológico e econômico da Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu nesta terça-feira (27) com representantes da BYD, gigante global do setor automotivo e de energia limpa, para acompanhar de perto o andamento da instalação da fábrica da empresa em Camaçari, que está na fase final de ajustes para iniciar suas operações. A unidade será responsável pela produção de veículos elétricos e baterias, reforçando o papel da Bahia como polo de inovação e tecnologia.

Em sua avaliação sobre o investimento, o governador destacou que “esse investimento representa mais empregos, mais desenvolvimento e mais oportunidades para os baianos”. Ele enfatizou ainda a importância estratégica da unidade para o fortalecimento da indústria baiana e o impacto positivo na economia do estado.

Além da fábrica, a BYD está avançando nas tratativas para a instalação de um centro de pesquisa que será um marco para o desenvolvimento tecnológico na Bahia. O governador ressaltou que a parceria com a empresa segue contribuindo para o avanço de novas oportunidades para o povo baiano, reforçando o compromisso do governo estadual com a inovação e o crescimento sustentável.

Com a entrada da BYD na Bahia, o estado se posiciona de maneira estratégica no cenário nacional e internacional, com um investimento importante em um setor promissor como o de veículos elétricos e soluções de energia limpa.

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Gov Bahia

Bahia lidera a produção de energia limpa no país

O Governo do Estado tem atraído investidores de todo o mundo, garantido a transição energética e impulsionado o maior uso de energia limpa. Os ventos fortes e os elevados níveis de irradiação solar têm colocado a Bahia em uma posição de destaque na geração de energia renovável. O resultado positivo tem sido fruto do trabalho do Governo do Estado na atração de empresas do setor para diversas regiões, com foco na transição energética. A previsão é de que até 2025 sejam investidos quase R$ 50 bilhões na construção de 74 usinas (63 eólicas e 11 solares).

Já são 441 usinas em operação, somando as duas fontes, o suficiente para abastecer 28 milhões de residências. A maior parte delas é no setor eólico, que ultrapassou 10 gigawatts (GW) de capacidade instalada, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O estado finalizou o ano de 2024 com o melhor resultado de geração de energia elétrica por fonte eólica, com 23% da expansão da matriz nacional.

Quando o assunto é geração solar fotovoltaica, os excelentes níveis de irradiação, com 2,4 GW de potência outorgada e 79 usinas em operação, deu à Bahia uma participação correspondente a 17% do segmento nacionalmente.

De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) mais de R$ 100 bilhões já foram injetados na produção de energia renovável no estado e mais de 160 mil empregos gerados.

“A Bahia desempenha o seu papel fazendo investimentos robustos em novas usinas. Estamos em uma condição estratégica bastante favorável para mantermos a liderança em energia eólica. Quanto à solar, temos a possibilidade de ainda avançarmos muito por conta do fator de capacidade de irradiação, conferido sob diversas medições por ano. Podemos dizer que estamos na posição de liderança na produção de energia renovável híbrida: eólica e solar”, afirmou o secretário da SDE, Angelo Almeida.

Bons ventos

Os regimes mensais de sazonalidade bem definidos, com ventos constantes, unidirecionais e predomínio do sentido Leste-Oeste, além de uma excelente cartilha de incentivos fiscais para empreendimentos de geração de energia por fonte eólica, fizeram a Bahia se destacar de forma notável na expansão energética da matriz brasileira nos primeiros seis meses do ano.

A produção deste tipo de energia requer que o gerador encontre o maior número de vento possível e com essa captação, passe a entrar em sincronismo com a rede de distribuição. “A energia dos aerogeradores é enviada às subestações de transformadores que elevam a sua voltagem para ela ser transportada aos centros urbanos por meio das linhas de transmissão de alta tensão”, explicou o supervisor de operações do Complexo Eólico de Tanque Novo, Diego Camargo Estécio.

Sudoeste e Chapada Diamantina

O Complexo Eólico que abrange os municípios de Tanque Novo e Caetité, no Sudoeste baiano, em uma área de aproximadamente 30 quilômetros de extensão, foi inaugurado pela empresa chinesa CGN Brazil Energy, em maio de 2023. A meta de geração de energia inicial foi de 720 milhões de KWh de eletricidade, contribuindo de forma significativa para a oferta de energia limpa e redução da emissão de carbono na atmosfera.

Com 40 aerogeradores, cada um com cerca de 185m de altura, distribuídos em sete parques eólicos, o equipamento tem capacidade instalada total de 180 MW, podendo abastecer até 660 mil residências com energia limpa. O investimento no complexo foi de R$ 1,2 bilhão, gerando 1.100 empregos diretos e indiretos, desde o início da sua construção em 2022.
Já na Chapada Diamantina, em Morro do Chapéu, distante 414km de Tanque Novo, os Complexos Eólicos Sul I e II, da subsidiária brasileira Enel Green Power, possuem 15 parques eólicos, 170 aerogeradores e capacidade instalada de 525 MegaWatts (MW). Localizados a uma altitude de 1.100m, a capacidade de produção de energia pode chegar a 2,6 TeraWatts (TW) por ano, o suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências.  São 60 colaboradores atuando nos dois empreendimentos.

O gerente de planta dos Complexos Eólicos de Morro do Chapéu, Alan Miranda Simões, pontuou que, para além da produção de energia limpa, a construção dos parques mudou significativamente a realidade da população local, evitando o êxodo rural.

“Inicialmente geramos milhares de empregos e investimos em projetos socioambientais. Os pequenos agricultores que não utilizavam as suas terras também ganharam uma renda extra com o aluguel ou venda dos seus terrenos para a empresa. Manter a família no campo foi um dos maiores benefícios que os empreendimentos eólicos trouxeram para a região”, afirmou.

Ao todo, são 362 parques eólicos instalados em 35 municípios baianos, pertencentes a diversas outras empresas que têm investido no setor. Eles estão localizados em Araci, Biritinga, Boninal, Bonito, Brotas de Macaúbas, Brumado, Caetité, Cafarnaum, Campo Formoso, Canudos, Casa Nova, Gentio do Ouro, Guanambi, Ibipeba, Ibitiara, Igaporã, Iraquara, Itaguaçu da Bahia, Licínio de Almeida, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Novo Horizonte, Ourolândia, Pindaí, Riacho de Santana, Sento Sé, Sobradinho, Souto Soares, Tanque Novo, Tucano, Uibaí, Umburanas, Urandi, Várzea Nova e Xique-Xique. O investimento total estimado ultrapassa R$ 55 bilhões e mais de 105 mil empregos já foram gerados.

Impactos ambientais

A produção de energia eólica apresenta diversos benefícios do ponto de vista ambiental: é considerada uma fonte de energia renovável, o vento é uma fonte inesgotável a longo prazo, possui baixa emissão de gases de efeito estufa e independe de combustíveis fósseis, além de ter um custo competitivo e integração com outras fontes de energia.
Esse tipo de fonte “reduz bastante os impactos ambientais, pois não há emissão de monóxido de carbono produzido pelas usinas e termoelétricas. É uma fonte limpa. A única poluição que temos é a sonora por conta do ruído dos aerogeradores. Por isso, eles precisam ser instalados em locais afastados dos centros populacionais, como em áreas rurais despovoadas”, avaliou o supervisor de operações do Complexo Eólico de Tanque Novo, Diego Camargo Estécio.

Os melhores níveis de irradiação do Brasil

Os elevados índices de irradiação em grande parte do seu território nos períodos de estiagem e o clima sem variações extremas ao longo do ano conferem à Bahia a segunda posição na geração de energia solar, com 18% de participação no mercado nacional.

Funcionam ao todo 79 usinas, que atendem 9 milhões de pessoas. A previsão é de que até 2030 sejam investidos quase R$ 90 bilhões na construção de mais 556 empreendimentos, gerando cerca de 740 mil empregos diretos e indiretos.

No Estado, as usinas estão espalhadas por 14 municípios: Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caravelas, Casa Nova, Esplanada, Guanambi, Itacaré, Itaguaçu da Bahia, Juazeiro, Oliveira dos Brejinhos, Salvador, Tabocas do Brejo Velho, Terra Nova, e Vitória da Conquista.

Geração de energia solar

Para montar um parque solar é preciso instalar torres de estudo em vários pontos estratégicos do terreno, utilizando equipamentos que fornecem dados sobre radiação e que indicam a velocidade e posição dos ventos.

O Complexo Solar Lapa, construído em 2016, possui dois parques com 500 mil placas instaladas, em um terreno de 310 hectares, o equivalente a 287 campos de futebol. Considerado o maior do país, o equipamento, localizado em Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano, tem capacidade de energia gerada de até 158 MW (MegaWatts), o suficiente para atender 166 mil residências. Foram gerados mais de 1.200 empregos diretos e indiretos, sendo 44% de mão de obra local.

“A escolha de Bom Jesus da Lapa foi feita de forma assertiva devido às condições climáticas, que em um longo período do ano, possui poucas nuvens no céu e o nível de radiação são bem altos. Isso facilita muito a coleta da luz solar para a geração de energia”, pontuou o supervisor do Complexo Solar Lapa, empreendimento da CGN Brazil Energ,. Jefferson Bento de Sousa.

Futuro promissor

De acordo com o secretário da SDE, Angelo Almeida, propostas de investimentos para a geração desse tipo de energia não param de chegar na secretaria. “A nossa política de atração de investimentos, como isenção fiscal e zero alíquota para importação tem facilitado esse movimento de empresas nacionais e internacionais que vem aportar recursos em energias renováveis aqui na Bahia”, garantiu.

O titular da pasta acredita que a tendência mundial de combater os efeitos das mudanças climáticas e os investimentos robustos nesse tipo de energia tornaram o estado líder na comercialização de leilões de energia eólica. “Foi fruto de muito trabalho ao longo desses 24 anos e de uma convergência das relações da natureza que contempla a Bahia. Esse é o melhor lugar para se buscar energia limpa, e mais barata, o que atualmente não se tem encontrado no continente europeu ou asiático. A partir daí, o mundo começou a conferir o que temos de forte e potência. Estamos muito animados com essa nova perspectiva e receptivos com os investimentos mundiais”, acrescentou Almeida.

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Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

Matéria Especial Rede Eólica no Sudoeste da Bahia – Parque de Energia Solar da Renova no município de Caetité. Foto: Carla Ornelas/GOVBA
Boulos é aposta de Lula para o futuro da esquerda no país
Em uma eleição em que a direita prevaleceu, do eterno centrão aos renovados extremistas, e a esquerda foi tida como a grande derrotada – o que não é nenhuma novidade, aliás, com a força do antipetismo que emergiu na Lava Jato -, aproveito este espaço para falar um pouco das jovens lideranças de centro e de esquerda que se projetaram nessas eleições. 

Afinal, em um país em que a direita ascendeu e se radicalizou nos últimos dez anos,  em um fenômeno erroneamente lido como polarização, é preciso abrir espaço para um futuro progressista. E aí estou falando da nova geração, para além de 2026, em que aparentemente ainda teremos Lula, então com 82 anos, disputando as eleições. 

Para ficar nos líderes com maior destaque: além de João Campos, 30 anos, que, como esperado, conquistou a reeleição em Recife com fabulosos 75% dos votos, a chegada de Guilherme Boulos ao segundo turno e a resiliência da centrista Tábata Amaral nas eleições em São Paulo, galvanizadas pelo jovem líder de extrema direita, Pablo Marçal, credenciam os dois deputados federais a sonhar com um papel político maior.

Tabata obteve mais de 600 mil votos em sua primeira disputa para um cargo eletivo e conquistou o respeito do eleitorado com uma atitude mais propositiva e educada do que os adversários homens. Aplicada, certamente aprendeu com a campanha e deveria ser mais valorizada pelo seu partido, o PSB de Campos e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Gilberto Kassab, o cacique do PSD apontado como o grande vitorioso dessas eleições, já estava de olho em Tabata quando ela saiu do PDT, em 2019, e o cacife dela sem dúvida aumentou. 

Do lado da esquerda, faz tempo que o presidente Lula sacou o potencial do líder psolista e o chamou para junto de si. “Boulos tem 35 anos. Eu tinha 33 quando fiz minha primeira greve. Você tem futuro, meu irmão”, disse o então ex-presidente, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos naquele 7 de abril de 2018. Horas depois, Lula se apresentaria voluntariamente à Polícia Federal de Curitiba, para cumprir o primeiro dos seus 580 dias de prisão, decretada pelo então juiz Sérgio Moro. 

Naquele momento, o gesto do presidente ao deputado que, como ele, tem origem no movimento social, tinha a força do legado político. Revendo as fotos daquele dia, salta aos olhos a escolha simbólica de dois jovens, pré-candidatos à presidência que não eram do seu partido, para reafirmar a fé no futuro: Boulos, do PSOL, e Manuela, candidata do PCdoB, a quem Lula abraçou logo depois da frase dita a Boulos. 

Imagino a ciumeira no PT.

Agora, a eleição em São Paulo é uma grande oportunidade para Guilherme Boulos com uma grande vantagem para o psolista: pesquisas e analistas indicam que o mais provável é que a mediocridade do atual prefeito, turbinado com recursos e máquina política vença o segundo turno. Se perder, não decepciona; se ganhar, faz milagre e desponta como a maior liderança jovem da esquerda no país. Sob as bênçãos do presidente Lula, que deve se envolver mais no segundo turno da campanha. 

Não é o que se espera, mas Boulos pode surpreender. Nunes tem muitas fragilidades – de acusações de corrupção e favorecimento de amigos ao caso de violência doméstica contra a esposa.
“ Os que recordam do abandono da cidade durante os três anos anteriores à campanha, como expôs principalmente Tabata, durante os debates, só o reelegem se a rejeição ideológica a Boulos for maior. E, nesse campo, a briga com Pablo Marçal não o favorece. Os eleitores do ex-coach não são exatamente guiados pela razão. Sabe-se lá o que farão. 
Além disso, o deputado do PSOL já conseguiu um grande feito anterior, nas eleições municipais de 2020 quando chegou ao segundo turno mesmo não sendo o único candidato da esquerda. Perdeu de Bruno Covas, herdeiro do PSDB que dominou São Paulo por décadas, mas dobrou a votação entre o primeiro e o segundo turno. 

E o candidato ainda tem lenha para queimar nesta eleição, em que deveria ter chegado no primeiro lugar no primeiro turno, não fosse a confusão dos números de PT e PSOL; sem falar nas fake news de Marçal. 

Seja qual for o resultado final da eleição, Boulos pode reforçar a sua liderança também dentro do PT, que até o momento não conseguiu apresentar novos nomes com cacife eleitoral e teve que reconquistar uma veterana que votou no impeachment de Dilma para ser a vice na chapa encabeçada pelo PSOL. 

A renovação de lideranças é uma boa notícia para o campo progressista que, se não brigar entre si e souber conviver com o centro, como faz o presidente Lula, pode superar a direita, que sai destas eleições fortalecida, mas dividida. Do contrário, o que nos espera é uma nova expansão da direita como promete a união entre Kassab e Tarcísio de Freitas.
WhatsApp começa a liberar escolha de contatos favoritos; entenda como funciona

O WhatsApp começa a liberar nesta terça-feira (16/07) o recurso de contatos favoritos, mais uma maneira para organizar as conversas no aplicativo.

Os contatos favoritados vão ficar em destaque em uma aba, ao lado de Todas, Não Lidas e Grupos. Os mesmos contatos vão aparecer em destaque na área de ligações do aplicativo.

Na aba de favoritos, o usuário terá um símbolo de + para adicionar contatos e grupos para essa área. É possível ter até 100 favoritos, entre pessoas e grupos. Também será possível incluir o contato pelo caminho Configurações ; Favoritos ; Adicionar Favoritos. Essa opção também permite colocar os contatos ou grupos em ordem.

Segundo a Meta, o recurso será liberado gradualmente. Nas próximas semanas, todos os usuários com aplicativo atualizado vão ter acesso à novidade.

Servidores do INSS em greve a partir desta terça-feira (16)

Os servidores do INSS entram em greve a partir de 0h desta terça-feira (16) em todo o Brasil. Na Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (SINDPREV) fará um ato na agência do INSS das Mercês, no centro da capital baiana, a partir das 6h30.

De acordo com o coordenador do SINDPREV no Estado, Edivaldo Santa Rita, a Bahia possui mais de 2 mil dos 19 mil servidores do Brasil, distribuídos em sete gerências regionais. Ele acrescenta que a pauta de reivindicações dos trabalhadores inclui a exigência de nível superior para as funções técnicas, carreira típica de Estado com reestruturação, melhoria das condições de trabalho e modernização de equipamentos e instalações, além do veto à extensão das gratificações GDAS.

Santa Rita lembra que nos últimos anos não houve nenhuma licitação para a contratação de serviços como reforma e climatização para as agências da Previdência. Segundo ele, as condições precárias prejudicam o atendimento, a produtividade dos servidores e traz desconforto para o segurado.

A redução do número de agências também contribui para a lentidão nos processos de concessões de aposentadorias e benefícios, segundo o coordenador do SINDPREV. “Somente em Salvador e Região Metropolitana, perdemos postos importantes como Comércio, Praça da Sé e Candeias”, observa.

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